O primeiro-ministro revelou esta segunda-feira que será em sede de concertação social decidido o valor a partir do qual passará a existir um teto para as pensões. "Se estou a dizer que faremos um acordo na concertação social para fixar o valor não vou avançá-lo", afirmou Passos Coelho, questionado sobre o valor para o tal plafonamento das pensões, tão debatido no primeiro frente-a-frente entre os líderes dos principais partidos.

Mas será também com os parceiros sociais que se irá sentar para garantir a reforma da Segurança Social que a coligação não revela como quer fazer, mas que no Programa de Estabilidade entregue em Bruxelas aponta para uma redução de 600 milhões de euros.

Perante a insistência em saber o valor a partir do qual se aplicaria o tal teto nas pensões, Passos reafirmou que serão os parceiros na concertação social a decidir: "Estamos a falar de pensões milionárias", não afetam "a grande maioria das pessoas", mas valem "vários milhões de euros" aos cofres da Segurança Social. 

"A pensão média, estatutária, em Portugal, anda por valores que não são muito superiores a 900 euros. Estamos a falar de múltiplos disto, de três vezes isto, quatro vezes isto, cinco vezes isto... Não estamos a falar de uma coisa que deva, no essencial, preocupar a grande maioria daqueles que recebem", afirmou, em Beja, depois de uma visita a uma produtor de azeite.

 
Para o primeiro-ministro, preocupação gera a proposta do PS que pretende fazer uma poupança de 1020 milhões de euros em prestações sociais, nos próximos quatro anos, mais 1660 milhões de euros, congelando as pensões. 

Ora para Passos, não há qualquer poupança nesta rubrica do orçamento da Segurança Social: "
As pensões estão congeladas, não há poupança nenhuma. Qual poupança?". As únicas pensões que não estão congeladas são as mínimas e por isso o candidato da coligação Portugal à Frente atira mais um número para a troca de galhardetes na disputa eleitoral que tem preenchido a pré-campanha:
 

"Já vamos em 1.020 milhões mais 1.600 milhões sem explicação. Porque é que o PS não diz o que pretende com estas matérias?"