O ministro da Saúde, Paulo Macedo, comprometeu-se esta quarta-feira, em Sintra, com a ampliação das urgências do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), numa solução que poderá passar por um novo bloco ou uma deslocalização dos serviços.

Paulo Macedo falava durante a assinatura de um protocolo para a construção de quatro centros de saúde no concelho de Sintra, adiantando que «o hospital de Amadora-Sintra é um excelente hospital em termos técnicos», admitindo, no entanto, que os serviços de urgência têm dificuldades em dar resposta.

«Aquela urgência, tal como está a funcionar, precisa claramente de uma ampliação. Esse projeto foi pedido pela ARS [Administração Regional de Saúde] ao conselho de administração», revelou o ministro da Saúde, acrescentando que a solução passará por «um edifício novo ou uma deslocalização» da urgência, para outra zona da unidade.

O governante reconheceu que, independentemente de problemas de recursos humanos pontuais, a urgência do Amadora-Sintra, «como está planeada há mais de uma década, só dá resposta com macas, fora dos sítios onde elas devam estar».

A autarquia de Sintra assinou esta quarta-feira com a ARS de Lisboa e Vale do Tejo um protocolo para a instalação de quatro unidades de saúde no município, em Algueirão-Mem Martins, Queluz, Almargem do Bispo e Agualva.

A câmara de Sintra, presidida por Basílio Horta (PS) e a ARS comprometem-se a promover uma parceria na qual o município cede gratuitamente, em regime de direito de superfície, o espaço para a instalação de uma Unidade de Saúde em Algueirão-Mem-Martins, nos terrenos da antiga fábrica da Messa.

Esta nova unidade vai substituir a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Algueirão, a Unidade de Saúde Familiar Natividade (Ouressa), a Unidade de Saúde Pública Sintra, a Unidade de Cuidados na Comunidade Cruzeiro e o Espaço Jovem.

A futura unidade de saúde de Queluz será instalada na antiga Escola Básica D. Fernando II, em substituição da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Lusíadas.

A nova unidade de saúde projetada para Almargem do Bispo irá substituir a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados - polos de Almargem do Bispo, Sabugo, D. Maria e Negrais.

A unidade de saúde em Agualva vai substituir a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Agualva, tal como as restantes em terreno cedido pelo município, mas a sua concretização fica adiada para 2016.

Paulo Macedo garantiu ao presidente da Câmara de Sintra que «não haverá qualquer fecho de centro de saúde sem plano de substituição».

Através de contrato-programa, a assinar posteriormente, a ARS compromete-se a financiar «até ao limite de 70%» do valor de cada uma das empreitadas para instalação das unidades de saúde, com exceção da unidade de Agualva, assegurando o município «o pagamento do valor remanescente», ou seja, os restantes 30%.

A autarquia, em comunicado, adiantou que o investimento «ronda os 7,9 milhões de euros, nos quais a câmara participa com cerca de 2,4 milhões de euros, a que acresce a cedência dos terrenos».

«Os centros de saúde vão começar a ser construídos este ano e deverão abrir em 2016», apontou o presidente da autarquia, Basílio Horta, assegurando que a unidade de Agualva não será esquecida e também vai ser construída com apoio municipal.

Elementos da Comissão de Utentes da Saúde de Sintra manifestaram-se em frente ao Palácio Valenças, onde decorreu a assinatura do protocolo, empunhando cartazes onde se lia «Por um hospital público em Sintra» e «Sintra, 160 mil utentes sem médico».