A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas acusou hoje o Governo de tratar as áreas sociais e da saúde como “parentes pobres”, alertando para o subfinanciamento existente e para os atrasos nos pagamentos às instituições de solidariedade social.

Esta área social, como a saúde, continua muito subfinanciada e no caso da área social cada vez com mais exigências e nunca com as compensações destinadas a cobrir essas exigências e, portanto, o Governo está num jogo do empurra, finge que as coisas estão bem, as coisas não estão bem e nós temos que sinalizar sempre que as coisas não estão bem”, afirmou Assunção Cristas.

A líder centrista, que falava aos jornalistas no final de uma visita à Unidade de Cuidados Continuados da CERCITOP, no concelho de Sintra, apontava assim as dificuldades que algumas entidades prestadoras de cuidados de saúde estão a ter para recrutar meios humanos e manter a sua atividade.

Isto é um acumular de queixas que batem sempre na mesma tecla. Subfinanciamento da área da saúde, falta de recursos humanos qualificados, falta do Estado com a sua palavra”, apontou.

Assunção Cristas afirmou que tanto nas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) como nos hospitais “as pessoas estão desesperadas e em situação limite porque achavam que iam ter as suas condições melhoradas”.

Nós sentimos que é preciso trabalhar muito nesta área e tomar decisões acertadas, de fundo, e é isso que estamos a fazer no CDS. Vamos ter um projeto muito forte, de alternativa para a área da saúde, que englobe todas as entidades, mas que não sejam vazadouros de umas para as outras”, concluiu.