Em Coimbra, onde o Governo se reuniu para abordar questões de Saúde, por ocasião do 37.º aniversário do SNS, o ministro da tutela fechou o dia a prometer que, no final deste ano, o número de portugueses sem médico de família baixará para cerca de 500 mil.

Nas contas de Adalberto Campos Fernandes, nos últimos meses foi feita "a maior colocação de médicos de família de que há memória em Portugal".

Fecharemos este ano com pouco menos de 500 mil portugueses sem médico de família", salientou o ministro, lembrando que encontrou uma realidade que era mais de duas vezes pior, quando chegou ao Governo.

Em novembro, havia um milhão e 100 mil portugueses sem médico de família", salientou o ministro da Saúde, ao falar na sessão de homenagem ao Serviço Nacional de Saúde e ao seu criador, o antigo ministro dos Assuntos Sociais, António Arnaut.

Profissionais é que fazem o SNS

Homeangeado, o antigo ministro socialista António Arnaut considerou que a “verdadeira sustentabilidade” do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está nos seus profissionais.

São eles que têm feito o SNS todos os dias” desde a sua criação, afirmou o escritor e advogado, principal impulsionador do Serviço Nacional de Saúde.

Para Arnaut, 37 anos depois, hoje, importa “dar estabilidade e dignidade” às carreiras médicas.

Sou partidário da criação de condições para que o médico se sinta motivado para a dedicação exclusiva”, defendeu, frisando que deveria caber ao profissional “aceitar facultativamente” essa possibilidade.

António Arnaut congratulou-se com a sobrevivência do Serviço Nacional de Saúde, “apesar de muitas amputações e desvios à sua matriz” fundadora, realçando especialmente o facto de ter conseguido, nestas décadas, "converter os descrentes e os agnósticos" do Estado Social.