Por: Redacção / PP | 27- 12- 2011 13: 43
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, visitou esta terça-feira o Hospital de Dona Estefânia e pediu ao Governo
que, se este for encerrado, pelo menos mantenha um equipamento pediátrico autónomo em Lisboa.
«Se ficasse, não vinha
mal ao mundo. Se tiver de integrar o novo Hospital da Zona Oriental, que seja respeitada esta realidade, particularmente na
sua capacidade autónoma, garantindo que as crianças não sejam tratadas conjuntamente com os adultos ou com os idosos», declarou
Jerónimo de Sousa aos jornalistas, depois de se ter reunido durante cerca de uma hora e meia com o Conselho de Administração
do Hospital de Dona Estefânia.
Jerónimo de Sousa referiu que o ministro da Saúde esteve no Hospital de Dona Estefânia
«e não deu essa garantia» de que continuará a existir em Lisboa um equipamento pediátrico autónomo.
O secretário-geral
do PCP reforçou o apelo ao executivo: «Em nome de uma reestruturação, em nome de uma economia de meios, não destruam realidades
notáveis, coisas boas que o nosso Serviço Nacional de Saúde tem, tão mais importantes porque estamos a falar de crianças».
Jerónimo
de Sousa afirmou que, com esta visita ao Hospital de Dona Estefânia, o PCP quis, em primeiro lugar, valorizar esta unidade
«notável» do Serviço Nacional de Saúde.
Questionado pelos jornalistas sobre a decisão do Sindicato Independente dos
Médicos de desconvocar a greve às horas extraordinárias que estava marcada para o início de Janeiro, o secretário-geral do
PCP ressalvou que desconhece qual foi o resultado da negociação com o Governo.
«Mas se houve um passo atrás por parte
do Governo, nós consideramos isso positivo a pensar, não tanto nos profissionais, mas na eficiência dos serviços», acrescentou,
Jerónimo de Sousa, argumentando que «a redução drástica das horas extraordinárias» que estava prevista «iria levar inevitavelmente
ao não funcionamento de muitas urgências e serviços».
O secretário-geral do PCP alegou o executivo PSD/CDS-PP «não
é adepto» do Serviço Nacional de Saúde e deixou-lhe um conselho: «Então, ouça. Não é essa a opinião do povo português, na
sua esmagadora maioria. A esmagadora maioria do povo português quer este Serviço Nacional de Saúde».
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