Pedro Santana Lopes deu o primeiro passo em direção às presidenciais do próximo ano. Em declarações ao Diário de Notícias, o ex-primeiro-ministro admite que pode haver dois candidatos da direita à primeira volta das eleições.

«Disse que não aceitava ser excluído nas hipóteses à direita para as presidenciais. Excluído já não estou. Estou incluído nelas. De hipótese a candidato ainda vai uma distância. Quando decidir, aviso», disse em declarações ao Diário de Notícias.

O antigo primeiro-ministro considerou que mesmo que Marcelo avance isso não é impedimento. «Por que não se faz como em França e não vão mais candidato de centro-direita à primeira-volta? A ideia de que só pode ir um não tem cabimento». Pedro Santana Lopes reafirmou que os candidatos devem apresentar-se na primavera, ao contrário do que defende Marcelo que já sustentou que o prazo limite é outubro.

 
Sobre o possível adversário à esquerda, diz que «António Guterres é mais estimulante como adversário, porque é mais forte», mas contrapõe: «Não acredito em sebastianismos, muito menos dos que vêm de pântano». Lamenta que Belém possa ser uma segunda escolha para Guterres, se este assumir como prioridade o cargo de secretário-geral das Nações Unidas.

«Não gosto de ver o meu país de cócoras à espera de um candidato. Quando o pai abandona a família numa altura difícil, a família não pode estar sempre a ligar a perguntar quando volta».