António Sampaio da Nóvoa esteve esta manhã no Centro de Acolhimento para Crianças Refugiadas, no Parque da Bela Vista, em Lisboa, uma instituição que foi inaugurada em 2013 e que conta atualmente com 22 jovens dos 14 aos 18 anos, de 10 nacionalidades diferentes, tanto de África como da Ásia.

O candidato a Presidente da República foi interpelado por um dos jovens que quis saber o que fará em relação aos refugiados se for eleito para o cargo, nas eleições de 24 de janeiro. Na resposta, Sampaio da Nóvoa prometeu "uma grande abertura".

 

"É muito importante que, no mundo inteiro, possamos acolher-nos uns aos outros e tenhamos uma grande abertura em relação a vivermos em conjunto, a podermos estar bem uns com os outros. Somos diferentes, cada um de nós pensa da sua maneira, tem as suas culturas, tem as suas religiões. Mas o mundo é só um, temos de estar em conjunto neste mundo, temos que nos apoiar uns aos outros", explicou o professor.

O candidato reiterou que é fundamental "criar as condições para que cada um possa viver o melhor possível, possa desenvolver-se, fazer o que quer fazer da vida, ter o seu trabalho, ter a sua família", lamentando, no entanto, que "é isso que muitas vezes não acontece".

Já em declarações aos jornalistas, no final da visita, o candidato presidencial afirmou que se trata de "uma situação que preocupa a todos", que "se agravou muito ao longo dos últimos meses e que vai ter um enorme impacto ao longo de 2016 e de 2017", sublinhando que é uma realidade que os portugueses precisam de conhecer.

 

"É preciso que haja um conhecimento desta situação para que a partir deste conhecimento se possam criar planos de acolhimento e dinâmicas de inclusão destas pessoas. Não há nada que nos dê mais dignidade como seres humanos e como país do que poder ter uma atitude de grande abertura e de grande acolhimento em relação a situações absolutamente dramáticas de crianças e jovens que temos a obrigação de acolher, de tratar bem", defendeu.

Quando questionado sobre se sociedade portuguesa está preparada para acolher estas pessoas, Sampaio da Nóvoa reconheceu que "provavelmente ninguém está totalmente preparado" e disse que a sua visita ao Centro de Acolhimento para Crianças Refugiadas pretende também contribuir para esta preparação.

"Ao darmos a conhecer, ao darmos visibilidade a estas situações, ao conversarmos com estes jovens, ao levarmos a conversa com estes jovens a todos os portugueses, ao vermos que - no meio de tantas dificuldades - há uma alegria nos olhos destes jovens... É desse conhecimento que se faz uma quebra de preconceitos, uma quebra de tabus", esclareceu, acrescentando que, "no desconhecimento, está quase sempre a xenofobia e o racismo".

Para o candidato presidencial, é preciso que os povos "se liguem uns aos outros", porque é nesta ligação aos outros que "está uma parte da humanidade", e é também necessário "criar condições para que a sociedade portuguesa possa acolher estas pessoas de uma maneira mais natural e mais normal".