O Livre/Tempo de Avançar reconheceu, esta segunda-feira, que falhou nos seus "objetivos políticos" no domingo e a comissão coordenadora do partido vai promover uma reflexão "sobre as suas razões e sobre as suas consequências para o futuro" do movimento.

Num texto publicado no Facebook, a plataforma diz também, contudo, que os "maus resultados não apagam o facto de que todos aqueles que participaram nesta candidatura construíram uma experiência ímpar de democracia".

Ainda hoje, prossegue o texto, seguirá para todos os subscritores do movimento "uma mensagem mais completa".

"As eleições de ontem [domingo] resultaram numa difícil situação para o nosso país e numa pesada derrota para o nosso movimento", realça o Livre/Tempo de Avançar.


O cabeça de lista por Lisboa do Livre/Tempo de Avançar, Rui Tavares, assumiu logo na noite de domingo a derrota, dado o partido não ter conseguido eleger nenhum deputado, e considerou-se honrado e orgulhoso pelo trabalho desenvolvido desde a criação do partido.

"Nós não atingimos os resultados que queríamos atingir e isso significa, evidentemente, do ponto de vista político, uma derrota", afirmou Rui Tavares aos apoiantes presentes no Teatro Maria Matos, onde o movimento acompanhou a noite eleitoral, mas vincando que "uma derrota não envergonha ninguém".

O facto de o Livre/Tempo de Avançar não eleger nenhum deputado à Assembleia da República é para Rui Tavares um “objetivo que não foi cumprido”.