O líder do PSD escusou-se hoje a comentar a possibilidade de os precários do Estado a tempo parcial poderem ser integrados, mas salientou que o atual Governo "aumentou o número de trabalhadores precários" na função pública.

Há muito tempo que se faz especulação sobre o número de precários, o que eu sei é que este governo aumentou o número de precários a trabalhar para o Estado, o que para quem quer resolver o problema não deixa de ser uma coisa notável".

Passos apontou que "com alguma frequência vão saindo notícias sobre a intenção de o Governo legislar sobre essa matéria". A possibilidade da integração dos trabalhadores precários que trabalham a tempo parcial foi hoje avançada pelo jornal Público. O líder da oposição escusou-se a comentar, mas disse que "quando o governo apresentar uma visão com cabeça, tronco e membros sobre essa matéria falarei".

Rio e a liderança

Questionado sobre a possibilidade de Rui Rio avançar para a liderança do PSD no próximo Congresso, Passos Coelho respondeu apenas: "Não tenho mais nenhuma declaração a fazer sobre matérias internas da vida do PSD".

Em Valongo do Vouga, Passos Coelho visitou a Fundação Nossa Senhora da Conceição, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, acompanhado pelo candidato independente à Câmara Municipal de Águeda apoiado pelo PSD Miguel Roque.

Também participou na ação o líder da distrital de Aveiro, Salvador Malheiro, que não tinha marcado presença na primeira iniciativa de campanha de Passos Coelho nesta volta nacional no distrito, em Anta (Espinho).

A Câmara de Águeda é socialista desde 2005, mas o atual presidente, Gil Nadais, não se pode candidatar devido à lei de limitação de mandatos.

Paulo Seara foi o escolhido pelo PS para suceder a Nadais, mas o atual vice-presidente do município Jorge Almeida concorre por um movimento independente. Concorrem ainda em Águeda António Martins (CDS-PP), Francisco Simões (PCP/PEV), e Francisco Marques Vidal (BE).

Nas autárquicas de 2013, o PS foi o vencedor conseguindo 60% dos votos e cinco mandatos. A coligação do PSD/CDS-PP, com cerca de 30% dos votos, conquistou dois mandatos.