"Apesar da redução da receita cobrada e do aumento da despesa paga, a execução orçamental está em linha com o orçamento aprovado para 2015, os fornecedores continuam a ser pagos a tempo e horas e a dívida bancária mantém a sua trajetória descendente", resumiu Rui Moreira.








"A situação é extraordinariamente grave. Estamos a falar, no caso do Porto, de 10% das receitas" municipais, salientou Rui Moreira.

Porto vai ter um “inverno orçamental pesado nos anos que se seguem”





"Isto representará para o município do Porto, no melhor cenário, qualquer coisa como 12 milhões de euros", vincou Rui Moreira, ressalvando que esta verba exclui as dos "programas temáticos" do novo quadro comunitário, conhecido por Portugal 2020. Estes abrangem áreas como a competitividade, internacionalização e emprego.


"Nos próximos anos teremos menos cobrança fiscal" e mais competências, apontou, pedindo aos partidos com representação na Assembleia da República "no sentido de alguma coisa ser feita".


"Estamos a olhar para um inverno orçamental pesados nos anos que se seguem", concluiu, dizendo que tudo "tem a ver com a alocação dos recursos que vão ser disponibilizados".


"Neste momento, percebemos que há uma apropriação de recursos para cobrir o orçamento do Estado e alguns projetos cuja natureza não conhecemos e seguramente não beneficiarão os municípios", afirmou, referindo-se ainda ao Portugal 2020.


"Eu disse que o Porto arriscava-se a não ter projetos se não os negociasse na área metropolitana", acrescentou, apontando que o novo quadro comunitário privilegia "o mérito dos projetos".


"Não tem nada a ver com o QREN", realçou Luís Artur.


"Este quadro comunitário é para cumprir normas de orçamento de Estado e é para os mesmos definirem, mais uma vez, as mesmas coisas. Vamos ver grandes grupos económicos a terem pequenas e médias empresas industriais", sustentou.