Com a morte de Nelson Mandela desaparece «uma grande figura» que deu um exemplo que deve permanecer na memória das pessoas, considerou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.

Embora esperada, a morte de Nelson Mandela «causou uma grande emoção porque desaparece uma grande figura do nosso tempo, um homem que lutou pelo seu ideal ao longo de toda a sua vida, foi fiel aquilo que pensava, sacrificou-se por isso», disse Rui Machete numa declaração à Agência Lusa.

O antigo Presidente sul-africano, sacrificando a sua liberdade, foi capaz de manter um espírito aberto e de proteger a liberdade dos outros e ser tolerante, disse o ministro.

A morte de Nelson Mandela foi anunciada esta noite pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva.

«Conseguiu fazer uma coisa que as pessoas não imaginavam que fosse possível: sem violência, sem luta nas ruas, alterar radicalmente a situação na África do Sul, eliminando o ¿apartheid¿, restituindo às pessoas a sua liberdade, com tolerância, permitindo que a democracia funcionasse, que era uma coisa que se achava impensável», afirmou Rui Machete.

O ministro lembrou ainda a grande comunidade portuguesa que vive na África do Sul para dizer que também essa comunidade sente neste momento a perda «de um grande líder», que também a eles lhes proporcionou condições de vida muito mais seguras. Esses portugueses, acrescentou Rui Machete, devem de estar desolados mas gratos e esperando que o exemplo de Nelson Mandela «frutifique e continue a inspirar a vida pública na África do Sul».

É que, disse ainda Rui Machete, Nelson Mandela é um exemplo para a África do Sul mas também para toda a África e para o mundo.