na sessão de abertura do seminário diplomático, que decorre até quarta-feira, em Lisboa.

«Escrevi recentemente à Alta Representante [da União Europeia para a Política Externa e Segurança,] Federica Mogherini, solicitando-lhe um empenho reforçado da União Europeia para com os países do sul do Mediterrâneo. Uma presença e visibilidade acrescidas nesta região e nos 'fora' internacionais relevantes ajudará certamente a que a União seja considerada um parceiro chave e estratégico na resolução dos problemas no flanco sul europeu», disse o ministro.


«O problema do 'jihadismo' é muito delicado. Também estamos preocupados com a situação de desagregação que se está a verificar na Líbia, e onde há efetivamente movimentos 'jihadistas', aliás em conexão com o 'DAESH' [acrónimo árabe para Estado Islâmico do Iraque e da Síria]», disse aos jornalistas.




«O terrorismo internacional tornou-se, infelizmente, uma ameaça cada vez maior com o surgimento formal da nova fisionomia do DAESH», que se autoproclamou como califado e, assim, abandonou «de um só golpe a ideia da democracia, do direito internacional, dos direitos humanos, do Estado-Nação e das suas fronteiras», encontrando entre os jovens alvos preferenciais de recrutamento, referiu o ministro.