O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, vai apresentar esta segunda-feira, em Genebra, na Suíça, as prioridades de Portugal para o mandato no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

A chefiar a delegação portuguesa, Rui Machete vai discursar, depois do chefe da diplomacia russa e antes do ministro iraniano, na reunião de alto nível que dará início aos trabalhos da 28.ª sessão do organismo das Nações Unidas responsável por zelar pela proteção e pela promoção dos direitos humanos no mundo.

Portugal foi eleito para um mandato de três anos no CDH, que começou a 1 de janeiro, mas esta será a estreia do país no organismo, cujos 47 membros estarão reunidos até 27 de março.

Portugal integrou por três vezes a antiga Comissão de Direitos Humanos, mas esta é a primeira vez que integra o CDH, em funcionamento desde 2007.

As violações e os abusos de direitos humanos registados em situações de conflito, nomeadamente no que diz respeito ao movimento extremista Estado Islâmico, estão entre as questões que, para Portugal, merecem «atenção urgente».

Portugal defende ainda que «deve ser redobrada a defesa» de valores como a liberdade de pensamento, de opinião e de expressão, «com especial atenção para a proteção dos jornalistas (…), dos defensores de direitos humanos e dos representantes da sociedade civil».

Para além da intervenção no CDH, marcada para as 11:00 (10:00 em Lisboa), no Palácio das Nações, o ministro Rui Machete aproveitará a deslocação a Genebra para se encontrar, às 12:00, com o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid al-Hussein, e às 16:00 com o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres.