O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, admitiu que as relações entre Portugal e Moçambique podem aprofundar-se «em termos quantitativos», mas sublinhou que a «excelência da qualidade das relações é dificilmente superável».

Para o chefe da diplomacia portuguesa, «é sempre possível» aumentar as relações entre os dois países, «pelo menos em termos quantitativos, porque em termos qualitativos o nível de excelência é dificilmente superável».

Rui Machete falava, esta quarta-feira, aos jornalistas na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, onde se deslocou esta manhã o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, que se encontra até quinta-feira em visita oficial a Portugal a convite do seu homólogo português, Aníbal Cavaco Silva.

Esta terça-feira, Guebuza defendeu o reforço das relações económicas e da cooperação entre Maputo e Lisboa, considerando que Portugal «ainda pode fazer um bocadinho mais» em termos de investimento no seu país, apesar da crise.

A cooperação, sustentou Machete, poderá passar por setores como a energia, industrialização, cultura e educação.

«Há muita coisa para fazer e muita predisposição para que as coisas se comecem a concretizar», afirmou.

O ministro defendeu ainda que a presidência portuguesa do G-19, grupo de doadores internacionais de Moçambique, representa o «reconhecimento da política nacional quanto à África de expressão portuguesa».

Portugal, que este ano já participa na troika de direção do G-19 e que assume a presidência em junho de 2015, terá assim «grandes oportunidades de ajudar muito Moçambique», disse.

Sobre a visita a Portugal de Armando Guebuza, que se encontra na reta final do seu último mandato como Presidente da República de Moçambique, Rui Machete salientou que demonstra «a amizade e a cooperação» entre os dois países e permitiu que «ambos os chefes de Estado revelassem o interesse e a importância que atribuem à CPLP».