O ministro dos Negócios Estrangeiro português considerou esta quarta-feira que a nomeação de Carlos Moedas para comissário da Investigação, Ciência e Inovação «significa uma apreciação muito positiva» do trabalho do interlocutor da troika em Portugal nos últimos anos.

«Isso significa uma apreciação muito positiva do trabalho de Carlos Moedas, que é reconhecido pela União Europeia porque foi o quotidiano interlocutor da troika durante este período difícil que Portugal atravessou», disse Rui Machete, à margem de uma intervenção na conferência que decorreu hoje em Lisboa sobre «O elo perdido na União Económica e Monetária: coordenação de políticas económicas e reformas estruturais».

«Parece-me muito significativo que a um país que não é obviamente uma das potências da União europeia tenha sido atribuída uma pasta tão importante como esta, primeiro pela matéria, hoje essencial para o desenvolvimento económico e das universidades e das instituições de investigação, e por outro lado, porque é transversal, e ainda pela circunstância de ter um financiamento muito apreciável para os próximos cinco anos, de 80 mil milhões de euros», acrescentou Rui Machete.

«Carlos Moedas é um homem inteligente, trabalhador e sério, e portanto achei muito bem a sua designação para comissário europeu, e isto confirma a escolha feita e confirma o trabalho que Portugal desenvolveu ao longo destes anos, neste capítulo específico que foi o restabelecimento de uma parte fundamental do nosso equilíbrio financeiro e da libertação dos limites que a troika e o memorando de entendimento nos impunham», concluiu o ministro.

O comissário indicado por Portugal para o futuro executivo comunitário, Carlos Moedas, vai assumir a pasta da Investigação, Ciência e Inovação, anunciou hoje, em Bruxelas, o presidente eleito da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O sucessor de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia decidiu atribuir a Carlos Moedas, 44 anos, até agora secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, o pelouro da Investigação, ficando assim o comissário português responsável pelo maior programa-quadro de sempre de investigação e inovação da UE, o Horizonte 2020, com um orçamento para os próximos sete anos no valor de quase 80 mil milhões de euros.

A «Comissão Juncker» deverá entrar em funções a 01 de novembro, tendo o colégio de comissários que ser aprovado ainda pelo Parlamento Europeu, depois de audições de cada um dos comissários designados, que terão início ainda em setembro, como relata a Lusa.