A membro da comissão política do PS Maria do Rosário Gama, presidente da associação Aposentados, Reformados e Pensionistas (APRe!), mostrou-se hoje "intranquila" com medidas previstas no programa eleitoral socialista sobre a Taxa Social Única (TSU) e Segurança Social.

"Qualquer voto na coligação (PSD/CDS-PP) é corte certo na pensão", fez questão de dizer. Porém, não deixou de expressar que, "como reformada", se sente "intranquila com as medidas constantes do programa do PS, referentes à Segurança Social, apesar das melhorias que foram sendo feitas desde a apresentação do modelo macroeconómico", afirmou no primeiro de dois dias da convenção nacional do PS, que decorre em Lisboa.

Para a dirigente do PS, "ainda que a utilização da TSU [taxa social única] fosse eficaz como instrumento para aumentar o rendimento disponível, a sua escolha, para além de desaconselhada, seria abusiva".

"Continuo a encontrar mais contras do que prós. A maior parte das pessoas que conheço não entende o alcance da proposta, duvida dos seus resultados e vê nela uma ameaça para o futuro da Segurança Social", afirmou.

A socialista defendeu ainda que "o Estado é depositário daqueles recursos, mas não é deles proprietário".

"O dinheiro da Segurança Social é dos trabalhadores, a sua natureza e origem é distinta das dos impostos. A diversificação do financiamento é um bom ponto de partida. Deveria servir para aumentar as receitas da Segurança Social e não para compensar os cortes na TSU. Retirar a água do depósito ou desviá-la para outros fins para encher mais tarde, é arriscarmo-nos a morrer de sede antes de o conseguir voltar a encher", avisou.