O atual responsável pelo programa eleitoral do PSD adjudicou contratos por ajustes diretos com dinheiros públicos a empresas a que está ou esteve ligado, no valor de quase 242 mil euros, segundo avança o «Diário de Notícias».
 
Rogério Gomes, que além de militante do PSD também foi chefe de Pedro Passos Coelho na associação Urbe, terá assinado contratos públicos por ajuste direto, enquanto presidente do Instituto do Território, com entidades a que ele e a mulher estão ligados.
 
O instituto que preside, e que o próprio criou, contratou serviços à associação Urbe, que também fundou, por duas vezes, em 2012, no valor de 145 mil euros.
 
Recorde-se que, em 2003 e 2004, Rogério Gomes contratou Passos Coelho para trabalhar na Urbe como diretor do Departamento de Formação e coordenador do Programa de Seminários. Foi nesta altura que o primeiro-ministro não pagou as contribuições à Segurança Social.
 
Além da Urbe, Rogério Gomes adjudicou, já em 2013, serviços à IC - Identidade e Cultura, associação também ela fundada pelo próprio e pela mulher, no valor de 26 mil euros.
 
O responsável pelo programa eleitoral do PSD adjudicou também um contrato com a AUT, da qual é sócio-gerente, por 71 mil euros.