A deputada do PCP Rita Rato defendeu, este quinta-feira, que o descongelamento das pensões é insuficiente e prometeu trabalhar pelo aumento do valor real das pensões em 2016, em especial as mais baixas.

"A avaliação que fazemos é que é possível ainda em 2016 garantir o aumento do valor real das pensões, designadamente pensões com valores mais baixos. É essa a nossa perspetiva, é para isso que estamos a trabalhar", afirmou Rita Rato na Assembleia da República.


A deputada do PCP falava durante a discussão dos projetos de lei do PSD e do CDS-PP pela atualização do valor das pensões mínimas, sociais e rurais ao nível da inflação.

O BE, através do deputado José Soeiro, declarou-se "orgulhoso de fazer parte de um acordo e de uma maioria parlamentar que descongelou todas as pensões até aos 628 euros, que repõe o complemento solidário para idosos e que se empenha numa política de combate à pobreza", considerando a argumentação da direita "uma piada de mau gosto, um insulto às vitimas do empobrecimento" dos anos da austeridade.

O deputado do CDS-PP Filipe Lobo D'Ávila assumiu que o projeto de lei dos centristas é um "desafio à coerência das bancadas da esquerda parlamentar", acentuando que é "sobretudo um ato de defesa a mais de um milhão de pensionistas".

Também Susana Lamas, que defendeu o projeto de lei idêntico apresentado pelo PSD, afirmou que o universo a beneficiar da iniciativa é de um milhão de pensionistas, e defendeu a proposta argumentando que "a inflação esperada para 2016 é bastante superior a 0,6%, o que vai traduzir-se numa renovada perda do poder de compra dos pensionistas mais pobres, num flagrante regresso ao passado dos governos socialistas".

A deputada socialista Sónia Fertuzinhos rebateu estes números: "O Governo do PS aumenta assim 2,5 milhões de pensões, a proposta do PSD e do CDS só aumentaria 900 mil pensões. Mais, o Governo do PS aumenta este ano todas as pensões, independentemente das carreiras contributivas até ao valor de 628 euros, a proposta do PSD e do CDS só se propõe aumentar as pensões mínimas até 15 anos de descontos".