O ex-líder do CDS Ribeiro e Castro defendeu hoje que a comissão política centrista tem que definir «uma posição clara» relativamente ao Orçamento do Estado para 2014, argumentando que só assim pode ser aplicada a disciplina de voto.

«Espero que hoje à noite a comissão política defina uma posição clara sobre o Orçamento do Estado», disse à Lusa Ribeiro e Castro, referindo-se à reunião que decorrerá hoje à noite na sede do CDS-PP, em Lisboa.

O deputado e antigo líder centrista argumentou que «a disciplina de voto, em sentido estrito, é definida pela comissão política» e que «face à delicadeza das opções tomadas é muito importante haja uma decisão assumida coletivamente pelo partido».

«Caso contrário, começam as dúvidas, as declarações ambíguas», afirmou, considerando que foi o que aconteceu com o processo do Orçamento do Estado para 2013, relativamente ao qual não houve a «posição clara» que reivindica da comissão política.

Já no ano passado Ribeiro e Castro tinha defendido semelhante posição.

O ex-presidente do CDS-PP reitera que, pelo facto de a comissão política nacional não ter reunido para definir o sentido de voto para o Orçamento o deputado Rui Barreto acabou por obedecer ao mandato da comissão política regional da Madeira, o único que recebeu.

«Essa questão nem sequer é disciplinar, é política e deve ser tratada politicamente na comissão política nacional», afirmou.

Contudo, Ribeiro e Castro considera que a suspensão do partido por cinco meses que foi aplicada ao deputado madeirense pelo Conselho de Jurisdição«é uma suspensão conveniente, porque se há suspensão de direitos também há de deveres».

O CDS/Madeira já anunciou que Rui Barreto vai voltar a votar contra o Orçamento do Estado.