O secretário-geral do PS afirmou esta quarta-feira que diminuiu a sua preocupação sobre a situação do sistema financeiro e bancário nacional, na sequência das informações que lhe foram transmitidas pelo governador do Banco de Portugal.

António José Seguro falava aos jornalistas após ter sido recebido pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, reunião que durou cerca de uma hora e durante a qual esteve em análise o sistema bancário português.

«Tive a oportunidade de abordar com o senhor governador do Banco de Portugal a solidez do nosso sistema financeiro e bancário e verificar que a transição para a União Bancária [da União Europeia] se está a fazer nos precisos termos previstos e sem grandes preocupações. Quanto à robustez do sistema bancário e financeiro do nosso país, tinha um conjunto de preocupações e as informações que o senhor governador me deu são no sentido de diminuir essas preocupações», declarou o secretário-geral do PS.

Interrogado sobre a possibilidade de a situação delicada no Grupo Espírito Santo (GES), do ponto de vista financeiro, poder ter risco sistémico no setor da banca nacional, António José Seguro respondeu: «Todas as minhas declarações devem ser no sentido de ajudar a resolver problemas e não contribuir para adensar os problemas».

De acordo com o líder socialista, na sequência de notícias sobre a situação de parte do sistema bancário em Portugal, a sua responsabilidade «era recolher informações para que as preocupações pudessem ser resolvidas».

«Neste caso, os esclarecimentos que obtive por parte do governador do Banco de Portugal são no sentido de diminuir as minhas preocupações», frisou.

Confrontado com as críticas que fez a alguns dos nomes já apontados para a liderança do Banco Espírito Santo (BES), António José Seguro separou o plano do Banco de Portugal e a questão política.

«A questão da idoneidade dos nomes é matéria do Banco de Portugal, a questão da promiscuidade entre os espaços da política e dos negócios é responsabilidade da cidadania. Desse ponto de vista, já tive a oportunidade de me referir a esse tema e mantenho aquilo que disse em relação às nomeações», afirmou.

Ainda sobre a questão das ligações entre a atividade política e os negócios, o secretário-geral do PS salientou não fazer distinções do ponto de vista partidário.

«O que tinha a afirmar em relação a promiscuidade entre vida pública e negócios vale para todos. Vale para os outros partidos e vale para o meu partido», acrescentou.