O PS teve esta terça-feira uma reunião de trabalho com cerca de 30 entidades do setor da Saúde, onde procurou junto de especialistas da área debater formas para melhorar os cuidados prestados aos portugueses.

«O PS não brinca com situações do Serviço Nacional de Saúde e com a saúde dos portugueses, não faz "partidarite" com esta questão e tem posições sempre construtivas para melhorar os cuidados de saúde», declarou o secretário nacional do partido para a área da Saúde, Álvaro Beleza, no final da reunião na sede do partido, em Lisboa.

O encontro, de cerca de três horas, juntou por exemplo médicos, farmacêuticos, nutricionistas e associações de doentes, entre outros.

Para o PS «é preciso integrar cuidados continuados, primários e hospitalares», uma reforma que deve ser posta em prática pelo Governo.

«Não se pode gerir cada um como se fosse o seu condomínio, a sua quinta. Este Governo não aproveitou esta crise para fazer reformas estruturais na área da Saúde», criticou Álvaro Beleza, que reconheceu que as reformas na área da Saúde «implicam coragem e humildade para ouvir todos os intervenientes» do setor.

Álvaro Beleza criticou ainda o excesso de entidades reguladoras para a Saúde, «cerca de seis», que deveriam merecer reflexão para uma fusão e melhor gestão.

Questionado sobre as vacinas contra a gripe importadas ilegalmente de Espanha, o dirigente socialista disse que a situação «está um pouco descontrolada» e deve haver uma fiscalização «absolutamente intransigente para o cumprimento da legalidade e da deteção da fraude».

Na segunda-feira, o presidente do Infarmed alertou para o risco de as vacinas que entraram ilegalmente no país serem falsificadas e adiantou que chegaram a ser vendidas e administradas a utentes, tendo sido pedida a comparticipação do Estado.

O ministro da Saúde, por sua vez, disse hoje ter indícios de que as vacinas contra a gripe identificadas em farmácias portuguesas estavam fora do circuito legal, mas não eram falsificadas, ressalvando que aguarda os resultados da investigação em curso.

«Dos indícios que temos, não se trata de qualquer contrafação, mas sim de uma compra de uma farmácia (portuguesa) a uma outra entidade em Espanha», disse Paulo Macedo aos jornalistas, no final de uma cerimónia de apresentação de uma aplicação para telemóveis sobre o preço dos medicamentos.