O presidente do MPT destacou este domingo o resultado “francamente positivo” conseguido nas legislativas pelo partido e apelou ao “bom senso” entre os partidos com assento parlamentar para evitar que seja necessário um novo sufrágio.

“Os portugueses decidiram novamente dar o voto de confiança à coligação. A coligação tem de governar e os partidos com assento parlamentar têm de se entender e têm de deixar governar a coligação que foi eleita pela vontade dos portugueses”, afirmou à agência Lusa José Inácio Faria.


Para o presidente do MPT – Partido da Terra, que conseguiu 0,42% dos votos, “não faz sentido ouvir algumas declarações de alguns dirigentes políticos de alguns partidos políticos que se pronunciaram (…) relativamente ao resultado destas eleições com um discurso de inviabilização da ação executiva deste próximo governo”.

“Não pode ser, nós não podemos voltar a novas eleições, tem de haver governabilidade de consenso. Não podemos passar em eleições permanentes”, assinalou.


Lembrando que “cada ato eleitoral custa milhões ao erário público”, Inácio Faria apelou ao “bom senso” e a “uma política de consensos na Assembleia da República”.

Sobre o resultado conseguido pelo MPT, que conquistou mais um ponto percentual que em 2011, destacou que “estas eleições tiveram novos protagonistas” que “entraram” no que disse ser “o espaço de intervenção” do partido.

“Globalmente, penso que o resultado foi bom para o Partido da Terra, uma vez que nós conseguimos superar a dispersão de votos que estas eleições trouxeram”, frisou, acrescentando mesmo que “foi francamente positivo”.

O presidente do MTP adiantou que o partido irá agora preparar as presidenciais e até já começou “a trabalhar para as próximas eleições autárquicas”.

Ainda sobre os resultados das legislativas, quis “congratular os votantes, porque houve uma redução de votos em branco desde as últimas eleições e isto acaba por ser um toque positivo”.

Mais de 9,6 milhões de eleitores foram hoje chamados a votar para a escolha de 230 deputados à Assembleia da República.

A estas eleições concorreram 16 forças políticas, entre as quais três coligações.