O advogado do jornalista angolano Rafael Marques vai pedir, «entre hoje e segunda-feira», ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), a abertura de instrução do processo que envolve o vice-presidente angolano.

Duarte Teives disse à agência Lusa que o requerimento de abertura de instrução indicará «os atos de instrução a realizar pelo juiz e os meios de prova», além de pedir «que se oficiem várias entidades, designadamente o Banco Nacional de Angola e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliário», entre outras.

Segundo o advogado do ativista Rafael Marques, «em causa estão transações financeiras efetuadas nos anos 2009 e 2010, num montante de 400 milhões de dólares» (cerca de 294 milhões de euros).

O DCIAP arquivou, a 11 de novembro, o inquérito ao vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, a Higino Carneiro, atual governador do Cuango Cubango e à empresa Portmill - investimentos e telecomunicações.

O inquérito tinha sido instaurado «na sequência de uma averiguação preventiva, assente em queixa apresentada por Adriano Teixeira Parreira, por denúncia de transações financeiras em bancos e instituições financeiras portuguesas».