O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social afirmou, esta sexta-feira, que o líder socialista está a "empurrar as pessoas para os sistemas privados" de reformas depois de António Costa ter dito que poderia haver um desagravamento temporário das suas contribuições para o Estado.

Mota Soares, que falava à margem da visita da comissária europeia Marianne Thyssen, responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral ao Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (CINEL), disse que "quando alguém anuncia que quer retirar receita do sistema providencial, que serve para pagar as pensões, o subsídio de desemprego e que serve para pagar uma parte muito importante da proteção social tem de dizer efetivamente como consegue garantir esse mesmo financiamento", referindo-se às declarações de António Costa numa entrevista à SIC.

O ministro quer, por isso, saber como o PS pretende fazer isso através de impostos, isto é, "quais são os que têm de subir para continuarmos a pagar as pensões dos portugueses ou o subsídio de desemprego?".

Segundo Pedro Mota Soares, "dizer que as pessoas não têm capacidade de escolha perante a organização da sua pensão futura, ou seja vão ter de descontar menos e ter menos pensão no futuro, é ter um sistema de plafonamento obrigatório, empurrando as pessoas para os seguros privados".