O porta-voz do PSD, Marco António Costa, acusou esta quarta-feira o PS de «isolamento institucional» sobre a discussão da reforma do Estado, posição tida pelos sociais-democratas como «incompreensível».

«O PS persiste numa atitude de mutismo e isolamento institucional incompreensível na nossa opinião. A própria UGT fez um apelo público para que o PS demonstre uma atitude de maior atitude e o diálogo com o PSD e seguramente com outras organizações da sociedade portuguesa», declarou Marco António Costa à agência Lusa.

O responsável do PSD falava na sede do partido, em Lisboa, no final de um encontro tido com a União das Mutualidades Portuguesas com a reforma do Estado a dominar a agenda da reunião.

Marco António Costa voltou hoje a afirmar a «disponibilidade» do PSD para encontrar «plataformas sérias e estáveis de diálogo» com o PS na discussão da reforça do Estado «ou de qualquer tema que o PS entenda útil».

«O PS, com o seu comportamento e atitude, na minha ótica, não tem cumprido aquilo que são os serviços mínimos democráticos exigíveis a um partido com a responsabilidade que o PS tem», sublinhou o porta-voz laranja à Lusa.

Sobre o encontro de hoje, Marco António Costa destacou o papel «determinante» que o setor da economia social poderá desempenhar no «novo figurino organizativo do Estado no futuro».

As reuniões tidas pelo PSD com diferentes entidades sobre o guião da reforma do Estado, um «extraordinário documento» que «sistematiza e organiza um debate sério na sociedade portuguesa», declarou o porta-voz social-democrata, têm trazido contributos para se trabalhar no futuro para criar um Estado «em função do interesse dos cidadãos e não dos serviços» do próprio Estado.

O presidente da União das Mutualidades Portuguesas, por seu turno, mostrou-se satisfeito com o convite do PSD para o debate sobre a reforma do Estado, comprometendo-se a providenciar contributos para o mesmo após uma maior análise do guião apresentado pelo Governo.

«Nem podia ser de outra maneira. Representamos 2,5 milhões de pessoas e este documento diz respeito a todos nós», disse à Lusa o presidente da união, Luís Alberto Silva.