Por: tvi24 / PP | 9- 6- 2010 21: 15
O deputado do PSD Pacheco Pereira afirmou esta quarta-feira que divulgará o despacho e a carta que acompanharam os resumos
das escutas, enviados pela comarca do Baixo Vouga, se não houver uma decisão da comissão na sexta-feira, escreve a Lusa.
Em
declarações aos jornalistas, Pacheco Pereira considerou que «deixou de haver um funcionamento democrático e aberto da comissão»,
criticando a ausência de reuniões desde o dia 26 de Maio e a forma como o presidente da comissão, o social-democrata Mota
Amaral, tem conduzido os trabalhos.
«Se o presidente da comissão entendeu que a decisão deve ser tida pela comissão
por que razão não há uma reunião há semanas?», questionou.
Pacheco Pereira referia-se ao pedido para que Mota Amaral
divulgasse o despacho, cujo conteúdo, disse, constitui «uma apreciação jurídica» que prova não existir qualquer ilegalidade
ou inconstitucionalidade no uso dos resumos de escutas, proibido por Mota Amaral.
O despacho de Mota Amaral proibindo
as referências às escutas telefónicas - em que surgem o ex-assessor da PT Paulo Penedos e o quadro do BCP com mandato suspenso
Armando Vara - «nunca foi discutido», criticou Pacheco Pereira.
Dizendo falar em nome pessoal mas refletindo o «sentimento
partilhado por outros deputados», Pacheco Pereira assumiu que «tomará a iniciativa de divulgar» o despacho e a carta enviados
pela comarca do Baixo Vouga se «não forem imediatamente divulgados» ¿ na sexta-feira - pelo presidente da comissão.
Com
o argumento de que os documentos foram enviados à comissão com a classificação de confidencialidade, Mota Amaral remeteu a
decisão para quem enviou os documentos ¿ a comarca do Baixo Vouga.
No entanto, no passado dia 2 de Junho, os magistrados
de Aveiro responderam a Mota Amaral que a decisão caberia à comissão, deixando assim a porta aberta à sua divulgação.
Questionado
pela Lusa, Mota Amaral disse que pediu aos coordenadores para darem a sua opinião sobre se os documentos deveriam ou não ser
divulgados, mas não obteve respostas.
«Não consegui reunir as posições dos coordenadores e o assunto vai ser discutido
na reunião de sexta-feira», disse à Lusa Mota Amaral.
O deputado do BE João Semedo, relator da comissão, afirmou
à Lusa que não pôde dar uma resposta por não conhecer o conteúdo dos documentos.
A reunião de sexta-feira destinava-se
inicialmente apenas à apresentação do relatório da comissão de inquérito à atuação do Governo na tentativa de compra da TVI.
A
comissão de inquérito à actuação do Governo na tentativa de compra da TVI visa apurar «se o Governo, direta ou indiretamente,
interveio na operação conducente à compra da TVI e, se o fez, de que modo e com que objectivos».
A alínea b do documento
fixa ainda que o inquérito pretende «apurar se o senhor primeiro ministro disse a verdade ao Parlamento, na sessão plenária
de 24 de Junho de 2009», quando disse não ter sido informado da operação.
Programação - Semana de 12 de Fevereiro a 18 de Fevereiro
SOS - Serviço de AlertaA perspectiva dos profissionais que respondem a situações de emergência, em Portugal.
Terreiro do PaçoO jornalista Henrique Garcia convida Alexandre Quintanilha e Hernâni Santos.
Take Off - Ordem para DescolarO fantástico mundo da aviação. Para o baptismo de voo, convidámos Mafalda Teixeira.