A vereação do PCP na Câmara Municipal de Lisboa lamentou esta quarta-feira a falta de posição da autarquia acerca do encerramento de 11 esquadras da PSP na cidade e defendeu que o presidente deveria exigir que continuassem abertas.

«O PCP não concorda com o encerramento das esquadras da PSP e lamenta que até este momento não se conheça a posição da câmara relativamente a este assunto. A câmara deveria exigir junto do poder central a manutenção destas esquadras no sentido de garantir a segurança da população lisboeta», defendeu o PCP.

Segundo um projeto de reorganização do dispositivo policial em Lisboa entregue pela polícia à tutela, a PSP pretende fechar 11 esquadras na capital: Santa Marta, Boavista, Mouraria, Rato, Zona J de Chelas, Campolide, Quinta da Cabrinha, Arroios, Santa Apolónia e bairros Padre Cruz e Horta Nova, em Carnide.

A PSP pretende também abrir dois serviços de atendimento partilhado e de policiamento de proximidade (SAPPP).

Num comunicado, os vereadores do PCP na Câmara de Lisboa afirmaram que as esquadras da PSP em vários bairros da cidade «têm desenvolvido um trabalho de combate à insegurança que se reflete na diminuição da criminalidade».

Para o PCP, as esquadras do Bairro Padre Cruz, em Carnide, do Bairro Quinta do Cabrinha, em Alcântara, e da Zona J, em Chelas, «são fundamentais para a cidade» e «garantia de segurança e integração».

«O índice que deve prevalecer não deve ser o número baixo de ocorrências, como o Governo indica, mas sim a diminuição da criminalidade que resulta de policiamento de proximidade, que é o fator que mais interessa aos lisboetas. Nenhum dos argumentos dados pelo Governo justifica a retirada de condições de segurança da população dos bairros e não podem ser os critérios economicistas a prevalecer», lê-se no comunicado.