O candidato do Partido Socialista Europeu (PSE) à presidência da Comissão Europeia, Martin Schulz, considera que o voto dos portugueses no PS é uma aposta numa mudança para melhor na Europa.

«Com uma maioria progressiva no Parlamento Europeu (PE) e comigo, um social-democrata, como presidente da Comissão, iremos mudar a Europa para melhor», disse Schulz, esta segunda-feira, à agência Lusa.

Para o atual presidente do PE, «Portugal é um dos países que mais durante foram atingidos pela crise financeira. As políticas apenas de austeridade deixaram os portugueses num estado de dor e incerteza, encantos os serviços públicos foram piorados, o desemprego aumentou drasticamente e o crescimento estagnou».

Se for eleito presidente do executivo comunitário, Schulz terá como prioridade o crescimento e emprego, estabelecendo a luta contra o desemprego juvenil como «vital para países como Portugal, onde um terço dos jovens está desempregado».

«Irei propor um novo regime de crédito para pequenas empresas para as ajudar a recrutar diretamente jovens», garantiu.

«Um voto no Partido Socialista é um voto em mim», apelou.

Por seu lado, o candidato do Partido Popular Europeu (PPE) a sucessor de Durão Barroso, tinha já assumido, também em declarações à Lusa, o compromisso de «trabalhar com Portugal para que a Europa saia da crise junta, combinando a responsabilidade, a solidariedade e a experiência necessária para delinear o futuro».

As eleições europeias, disse ainda, têm para os portugueses e os outros europeus a ver com uma escolha: «irão os portugueses escolher continuar no caminho da irresponsabilidade que era seguido antes da crise, acumulando dívida e gastando dinheiro que não tinha em autoestradas dispendiosas ou em novos estádios de futebol que estão vazios a maior parte das vezes?»

O candidato do PPE (partido europeu onde estão integrados o PSD e o CDS-PP) à sucessão de Durão Barroso, salientou ainda saber «que muitos portugueses sofreram e continuam a sofrer» por causa das reformas estruturais que o país teve de adotar, mas que os resultados «começam a ver-se».

«Portugal está a retomar devagar mas com seriedade o caminho da responsabilidade e crescimento», acrescentou o ex-primeiro-ministro do Luxemburgo.

Os portugueses vão escolher os deputados ao Parlamento Europeu no dia 25 de maio e, segundo determina o Tratado de Lisboa, os chefes de Estado e de Governo dos 28 terão de ter em conta os resultados das eleições na escolha do próximo presidente do executivo europeu.

Para além de Jean-Claude Junker e de Martin Schulz, estão na corrida à sucessão de José Manuel Durão Barroso, que termina o mandato no fim de outubro, Guy Verhofstadt, pelos Liberais, Alexis Tsipras, pelo Grupo da Esquerda Unitária (em que se encontram as delegações do BE e PCP), e o francês José Bové e a alemã Ska Keller, pelos Verdes.