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PSD: «Uma casa onde caibam todos»

Paulo Rangel elogiou os seus adversários e pediu «um Governo, uma maioria e um presidente»

Por: Patrícia Pires / e Sara Marques  |  14- 3- 2010  1: 58

Congresso do PSD em Mafra

Na sua última intervenção ao congresso, Paulo Rangel começou por «cumprimentar os seus adversários políticos», mostrando «o seu respeito pelo percurso que fizeram até agora», no partido, «e ressalvando a forma como se comportaram na campanha».

E foi «para dentro» que continuou a falar. «Terminei a minha primeira intervenção dizendo que o PSD é o partido da liberdade, mas não é só lá fora, é também cá dentro». E, por isso, apelou a uma «casa onde todos caibam e não uma casa de facções».

Em seguida, insistiu nas suas prioridades e nas prioridades que considera «devem ser as do PSD». «Libertar os portugueses da dívida pública e fomentar a elevação social». Primeiro porque o país está «a sequestrar o futuro de uma geração mais jovem, com o peso de uma dívida que não é delas» e, segundo, porque o PSD sempre desejou «uma classe média grande e forte em termos económicos. Na qual, as pessoas vivam sem luxos mas com dignidade».

Lembrou ainda que o PSD é «o partido da sociedade, humanista, social, da liberdade mas não liberal».

Por fim, «o sonho»: «Porque não pedir, de novo, uma maioria absoluta para o PSD?»

E justifica: «Não é um sonho, é uma realidade ao nosso alcance». Tal como o desejo de sempre: «Um Governo, uma maioria e um presidente». Sem saber, ou talvez a ver em casa, pela televisão, Cavaco Silva conquistou mais um «líder» para uma eventual recandidatura.

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