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PSD: criticar líder pode dar expulsão

Militantes aprovaram alteração polémica proposta por Santana. Directas durante congresso foram chumbadas, assim como a realização de uma segunda volta

Por: Patrícia Pires / e Sara Marques  |  14- 3- 2010  14: 10

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A polémica proposta de Pedro Santana Lopes de alteração das normas sancionatórias dos estatutos do PSD foi aprovada pelos delegados ao Congresso.

O artigo da polémica diz que violação da norma sobre lealdade, «especialmente quando a mesma se consubstanciar na oposição às directrizes do Partido no período de sessenta dias anterior à realização de actos eleitorais», incorre numa infracção grave.

Apesar de não estar especificada qual a sanção a aplicar, um dos castigos aplicáveis a quem incorrer numa infracção grave é a expulsão do partido.

352 delegados votaram «sim», 76 disseram «não» e 102 congressistas abstiveram-se.

Polémica até nas contas. Rui Manchete anunciou a reprovação da alteração e foi alertado pelos presentes que a conta «estava errada». Acabou por pedir desculpa «pela sua matemática».

A mesma norma agora aprovada diz que serão também expulsos os militantes «que se apresentem em qualquer acto eleitoral na qualidade de candidatos, mandatários ou apoiantes de candidatura adversária da candidatura apresentada ou apoiada pelo PSD.

A outra proposta de Pedro Santana Lopes, de alteração dos estatutos para que o líder do PSD fosse eleito com eleições directas realizadas em congresso, foi rejeitada pelos congressistas. A proposta precisava de maioria qualificada de 3/5, mas apenas obteve 244 votos a favor, 241 contra e 92 abstenções.

Chumbada foi também a proposta de Pedro Santana Lopes e também de Manuel Frexes, para a realização de uma segunda volta das eleições directas se nenhum candidato tiver maioria absoluta. Houve 203 votos a favor, 104 contra e 35 abstenções. A proposta não foi aprovada por falta de quórum.

As votações começaram quando faltava um quarto de hora para as 14h e decorreram, como habitual, de forma «lenta» para evitar imprevistos. Só mais de uma hora e meia depois foram concluídas.

Pelo meio ficaram muitos pedidos de esclarecimento, algumas rectificações a dúvida em muitos (congressistas e jornalistas) sobre o que estava a ser votado e o que já tinha ou não sido aprovado.

Actualizada às 15:30

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