A candidatura de Santana Lopes à presidência do PSD lamentou hoje a recusa de Rui Rio de realizar debates com “as bases do partido” e advertiu que essa posição pode inviabilizar quaisquer outros frente-a-frente, incluindo os organizados pelos media.

“Queremos lamentar a recusa naturalmente, e manifestar uma grande admiração pelo facto de se recusar uma sugestão, tratou-se de uma sugestão e não de um desafio. Não foi feito nenhum desafio ao dr. Rui Rio”, salientou o deputado Fernando Negrão, em nome da candidatura de Pedro Santana Lopes.

Negrão salientou que o objetivo da sugestão feita pelo antigo primeiro-ministro na apresentação da sua candidatura no domingo, em Santarém, foi de salientar a importância de “debater com os militantes do PSD e esclarecer as bases do PSD”.

“Reiterar que as eleições são no partido e que é perante o partido que se deve debater e que se não forem aceites estes debates, outros poderão não acontecer”, afirmou.

Questionado se se refere a eventuais frente-a-frente organizados pelas televisões ou outros meios de comunicação social, Fernando Negrão respondeu afirmativamente.

“Isso, por uma razão: porque o que conta são as bases e os militantes. Antes de outros debates, os debates prioritários têm de ser com os militantes e as bases do PPD/PSD”, justificou.

Questionado se pode haver um meio termo, como uma eventual redução no número de debates (21 foram os sugeridos por Pedro Santana Lopes), o antigo ministro considerou que “a recusa liminar” de Rui Rio torna difícil esse compromisso.

“Um meio termo aqui é difícil porque a resposta foi liminar e recusou liminarmente a sugestão do dr. Pedro Santana Lopes, o que quer dizer que não há vontade de meios termos por parte da candidatura do dr. Rui Rio”, frisou.

No domingo, o antigo primeiro-ministro sugeriu às diferentes distritais e organizações regionais do partido que promovam debates com ele e o seu rival na corrida às diretas de janeiro, Rui Rio.

"Não faço desafios a ninguém, mas gostaria que as distritais do partido e as organizações regionais, organizassem cada uma um debate", sustentou o antigo primeiro-ministro entre 2004 e 2005.

As eleições diretas para a liderança do PSD realizam-se em 13 de janeiro.