O porta-voz do PSD acusou hoje o PS de ter derrubado Portugal e considerou que os socialistas devem pôr «a mão na consciência» ao falar do Estado Social, mas insistiu no apelo ao trabalho político conjunto.

Durante uma ação de campanha autárquica nas Caldas da Rainha, Marco António Costa descreveu Portugal como um país que está «a erguer-se, depois de ter sido derrubado em maio de 2011», durante a governação socialista de José Sócrates, e aproveitou o seu discurso para responder, mais uma vez, ao secretário-geral do PS, António José Seguro.

O porta-voz do PSD alegou o atual Governo chefiado por Pedro Passos Coelho está a equilibrar as contas públicas, a pagar as dívidas deixadas pelos socialistas e, dessa forma, a defender o Estado social.

«Aquilo que nós estamos a fazer é aquilo que qualquer família faz quando está numa situação de dificuldade: poupar para arranjar dinheiro para pagar as suas dívidas», comparou.

Em seguida, apelou aos seus adversários para que «não virem as costas a Portugal», reiterando a ideia de que todos os agentes políticos e órgãos de soberania devem colocar de lado aquilo que os divide e «dar as mãos» em nome do «interesse nacional».

«Não podemos remar uns para um lado e outros remarem para outro», disse o social-democrata, apontando a direção: «Portugal está no rumo certo, e temos de nos interajudar a continuar nesse rumo».

Marco António Costa, afirmou ainda que os sociais-democratas estão preocupados com os juros da dívida pública portuguesa, mas determinados em cumprir as obrigações assumidas pelo país e confiantes que Portugal vencerá.

«Eu ouvi alguns dirigentes políticos dizer que estavam muito preocupados com as taxas de juro», referiu Marco António Costa, durante uma ação de campanha autárquica nas Caldas da Rainha, perante cerca de 40 militantes do PSD, acrescentando: «E nós estamos preocupados com as taxas de juro».

«Nós estamos preocupados com as taxas de juro, e tudo temos feito para dar sinais claros ao país, e também para os mercados internacionais e para os nossos financiadores internacionais, de que nós estamos determinadíssimos em cumprir as nossas obrigações e que Portugal vencerá», completou.

O coordenador e porta-voz da direção nacional do PSD manifestou-se convicto de o povo português conseguirá «recuperar a soberania financeira e não estar dependente de terceiros para ter o seu Estado a funcionar».

Na terça-feira, em Ferreira do Zêzere, o secretário-geral do PS, António José Seguro, disse estar «muito triste e preocupado» com o nível dos juros da dívida portuguesa e defendeu que quem tem colocado o cenário de um «indesejável» segundo resgate financeiro é o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

«Eu apenas falo de um segundo resgate reagindo àquilo que o primeiro-ministro diz, designadamente na sequência de perguntas feitas pelos jornalistas. Desejo que não haja um segundo resgate e contribuo, pela minha parte, para que o país possa equilibrar as contas públicas, aliando rigor e apoio à economia», cita a Lusa.