A deputada do PCP Rita Rato voltou esta quarta-feira a exigir a anulação da prova de avaliação dos professores, que decorreu com incidentes em todo o país, considerando tratar-se de uma «humilhação» àquela classe profissional.

«O PCP considera que o que aconteceu hoje em relação à prova de avaliação dos professores é mais uma vez uma prova de humilhação a que o Governo sujeita os professores», afirmou a parlamentar comunista, nos Passos Perdidos da Assembleia da República.

Entretanto, o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, anunciou que o Ministério da Educação vai marcar uma nova data para a realização da prova de avaliação dos professores, algo que Rita Rato classificou como palavras «provocadoras» e «um desrespeito aos professores portugueses».

«Relativamente ao facto de muitos não terem feito a prova, muitos terem feito em protesto, de mais de 90 por cento dos vigilantes terem feito greve - o Governo sujeitou professoras puérperas e lactantes a submeter-se a uma prova inaceitável -, entendemos que a única solução é a anulação desta prova como o PCP tem vindo a defender», concluiu.

A prova de avaliação de conhecimentos dos professores contratados foi marcada por diversos incidentes. Nalgumas escolas houve professores que, em protesto, não realizaram a prova e noutras muitos docentes não a puderam fazer por greve dos professores que deveriam vigiar o exame.

PSD lamenta «perturbação» da prova

O vice-presidente da bancada do PSD Amadeu Albergaria lamentou a «perturbação da prova» de avaliação dos professores em algumas escolas e sublinhou que o exame foi criado em 2007, no tempo do Governo PS.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado disse «lamentar a perturbação da prova em algumas das escolas», afirmando que respeita o direito à greve e também «o direito à não adesão à grev»".

Trata-se de uma «prova que está prevista desde 2007, desde os tempos do governo do PS», disse, acrescentando que «suscitou um amplo debate entre os agentes educativos e os partidos políticos na Assembleia da República, naturalmente com diferentes posições».

«Uma prova que teve um entendimento entre o ministério da Educação e os sindicatos afetos à UGT, que permitiu dispensar da prova alguns docentes contratados», acrescentou.