O líder do PSD recusou hoje que se instrumentalize os portugueses no quadro de uma "guerrilha política" com a Comissão Europeia, recusando a ideia da realização de um referendo caso sejam impostas sanções por défice excessivo.

"Penso que não é correto instrumentalizar os portugueses num quadro de alguma guerrilha política entre Portugal e a Comissão Europeia por causa de sanções. É um pouco nesses termos que leio a proposta [do BE]", afirmou o presidente social-democrata, quando questionado as declarações da coordenadora bloquista, que disse hoje que se a Comissão Europeia avançar com sanções contra Portugal por défice excessivo o partido colocará na agenda um referendo em Portugal sobre a Europa.

Reiterando que "não há objetivamente razões para Portugal ser alvo de sanções", Passos Coelho rejeitou a possibilidade de se realizar um referendo sobre a Europa em Portugal, considerando que se trata de "um não assunto".