O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, reconheceu o mérito do Governo no bom momento da economia nacional, mas defendeu que as reformas realizadas há alguns anos e a conjuntura internacional favorável têm ajudado ao crescimento.

O Governo terá, com certeza, algum mérito também na situação, mas é importante sublinhar dois aspetos que são normalmente apontados, também pelas instituições que acompanham estas matérias", afirmou o líder social-democrata.

Passos Coelho aludiu à "importância de reformas importantes que se fizeram há alguns anos e que têm permitido elevar a compacidade produtiva e a capacidade de crescimento", acrescentando "o facto de haver uma conjuntura extraordinariamente favorável que se sente em toda a Europa e que é resultado, não apenas da política do Banco Central Europeu, mas também, assinalou, "de uma série de aspetos que têm marcado a economia internacional".

Falando aos jornalistas em Penafiel, onde este sábado visitou a Agrival - Feira Agrícola do Vale do Sousa, acompanhado do autarca local, Antonino Sousa, o antigo primeiro-ministro assinalou que o ano económico de 2017 está a ser melhor do que o de 2016, o que considerou positivo para a redução do desemprego e para a criação de mais rendimento para os portugueses".

O presidente do PSD apontou para um crescimento da economia em 2017 de 2,5%, mas alertou para a possibilidade de abrandamento do crescimento nos próximos trimestres, como preveem, disse, as instituições que acompanham a economia portuguesa.

É natural que isso possa acontecer se os aspetos conjunturais mais favoráveis se forem esbatendo", afirmou.

O líder da oposição reclamou, por isso, a necessidade de o país "olhar para o futuro, para além das flutuações dos ciclos económicos".

Isso exige que o país possa ir preparando uma segunda fase de reformas importantes, como venho dizendo há muito tempo e são essas que vêm faltando", alertou.