O porta-voz do PSD, Marco António Costa, acusou hoje os outros partidos políticos de não discutirem o futuro do país, limitando-se a criticar e a atacar o trabalho que está a ser levado a cabo pelo Governo.

«O nosso partido demarca-se completamente na praça pública do que são os outros partidos. Os outros partidos não discutem o futuro, exclusivamente criticam e atacam o trabalho que está a ser feito para recompor o que os outros estragaram, que esses próprios estragaram», alegou.

Ao intervir na sessão de encerramento da Conferência «Coesão Territorial - Como tirar partido da diversidade?», que decorreu em Viseu, Marco António Costa sublinhou que o PSD pensa a médio e longo prazo em temas estratégicos para o país.

«O nosso partido pensa no futuro a médio e longo prazo, agarrando temas estratégicos que outros tiveram oportunidade de fazer, mas que por comodidade ou falta de ambição não o quiseram fazer», referiu.

Na sua opinião, o PSD não tem medo das dificuldades de pensar em temas estratégicos, com decisões difíceis, mas que salvaguardam o bem-estar dos portugueses.

«Nós não estamos só a pensar em temas para a sustentabilidade do Estado, como estamos a atuar na sustentabilidade do Estado. Estamos a pensar em matérias muito completas, em que é fácil haver consenso de opiniões, mas dos quais os nossos adversários e partidos da oposição fogem como o diabo foge da cruz», sustentou.

O porta-voz do PSD apontou ainda o dedo ao PS por dar o dito pelo não dito em apenas duas semanas.

«Estamos num país em que a 17 de maio o líder da oposição, acompanhado pela macroestrutura socialista, apresentou o programa de Governo para as legislativas de um ano e meio depois. Apresentaram 82 promessas, fizeram juras de lealdade institucional e que estariam unidos, mas 15 dias depois ninguém sabe o que acontecerá, dando o dito pelo não dito», evidenciou.

Marco António Costa acredita que os portugueses olham hoje para o PSD e sabem «com o que contam», vendo com desconfiança, no entanto, o PS.

«Olham para o maior partido de oposição e não sentem que resida lá o sentido de estabilidade e confiança no futuro que os portugueses precisam encontrar no momento», concluiu.