O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, destacou esta sexta-feira a descida da taxa de desemprego em Portugal pelo décimo mês consecutivo, frisando que a diminuição homóloga não tem paralelo nos últimos 30 anos.

Intervindo no debate quinzenal com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o líder parlamentar do PSD começou por dizer que o desemprego é elevado, destacando em seguida os dados hoje divulgados pelo Eurostat relativos à taxa de desemprego registada em dezembro.

Segundo o gabinete de estatística comunitário, a taxa de desemprego em Portugal baixou uma décima de novembro para dezembro de 2013, situando-se nos 15,4 por cento em dezembro, a maior redução homóloga da União Europeia, a par da Irlanda e da Letónia.

«O desemprego é elevado. Mas é menos elevado do que era há um ano. E muito menos elevado», afirmou Luís Montenegro, referindo os dados revelados esta sexta-feira pelo Eurostat indicam «menos 109 mil desempregados do que em dezembro de 2012».

O deputado salientou que os dados correspondem «ao décimo mês consecutivo de baixa em cadeia da taxa de desemprego» e a «uma diminuição homóloga que não tem paralelo nos últimos 30 anos em Portugal».

Luís Montenegro afirmou que «o desemprego está a baixar em Portugal quer a oposição queira falar disso ou não», acusando a oposição de ignorar os «sinais positivos» da economia.

O deputado social-democrata assinalou que os dados «são relevantes também no desemprego jovem» que baixou 2,7 por cento em termos homólogos face a igual período em 2012.

«Esperaríamos que em particular o PS pudesse deixar uma palavra sobre esta matéria, mas talvez seja porque os números também demonstram que o aumento do desemprego foi muito maior nos tempos do governo do Partido Socialista do que nos últimos dois anos e meio em Portugal ainda que estivéssemos num programa de assistência económica e financeira», frisou.

Luís Montenegro criticou ainda a oposição por não referir no debate «o tema do crescimento económico» e os «dados das exportações e da produção industrial» e «tudo aquilo que têm sido os sinais positivos da recuperação» que disse ver «com esperança e não com euforia».

«Parece que não é importante termos registado crescimento na nossa economia no segundo trimestre de 2013, no terceiro trimestre de 2013 e agora no primeiro debate que realizamos depois de haver uma estimativa consistente, que possamos ter crescido no último trimestre de 2013».

Sobre o tema que Passos Coelho levou ao debate, o novo Quadro Comunitário de Apoio, Luís Montenegro destacou a «inovação» de haver «verbas que podem ser reembolsadas», o que «permitirá uma gestão mais criteriosa» do financiamento.

Na resposta, Passos Coelho referiu que o IFD (Instituição Financeira de Desenvolvimento), que vai gerir a atribuição das verbas «não se substituirá ao sistema financeiro» e não «vai funcionar de forma concorrencial».

«Vai funcionar de forma complementar. Isso garante que a análise de viabilidade económica não é induzida pelas opções políticas mas é obtida por relatórios de instituições financeiras capacitadas para o fazer», disse Passos Coelho.