O líder parlamentar do PSD pediu esta quinta-feira desculpas aos deputados por “algum excesso de linguagem” antes e depois da eleição da direção da bancada e disse acreditar que “os problemas” internos “estão resolvidos”.

O próprio Fernando Negrão confirmou, em declarações aos jornalistas, ter pedido desculpas após a reunião da bancada em foi feita “uma espécie de catarse” do que aconteceu com a sua eleição (realizada há uma semana), com 35 votos a favor, 32 brancos e 21 nulos, e em que admitiu existir “um problema ético” entre os deputados.

Foi uma discussão mútua, em que todos fizemos uma espécie de catarse dos problemas que ocorreram. Todos os problemas estão resolvidos entre todos”, afirmou.

Negrão admitiu “algum exagero” de linguagem, escusando-se a dizer em que exagerou, se foi, por exemplo, quando admitiu problemas éticos na bancada face à possibilidade de nem todos os deputados da sua lista terem votado em si.

Para o novo líder da bancada social-democrata, a reunião, que se prolongou por cerca de duas horas, “foi muito positiva”.

Temos um grupo parlamentar unido, coeso e determinado para fazer oposição. Os problemas estão resolvidos e vamos para a frente com o trabalho”, disse.

Na sexta-feira, os deputados do PSD elegem os coordenadores e vice-coordenadores do partido nas comissões parlamentares, concluindo o processo eleitoral interno.

Rio pediu fim da "paz podre"

Mais tarde, após um almoço com a presidente do CDS-PP, o líder do PSD defendeu que pedira uma reunião da bancada parlamentar social-democrata que permitisse aos deputados dizerem o que lhes vai "na alma", para se iniciar uma "etapa nova" sem "paz podre".

A reunião do grupo terá corrido bem se as pessoas nesta reunião do grupo disseram todas aquilo que lhes ia na alma e que quisessem dizer e, depois de tudo dito, partirem para uma etapa nova", afirmou Rui Rio aos jornalistas.

O líder social-democrata disse não ter tido qualquer informação sobre a forma como decorreu a reunião do grupo parlamentar, já que esteve reunido com Assunção Cristas num almoço que durou mais de duas horas, mas revelou ter pedido um debate aberto.

Aquilo que pedi ao próprio líder parlamentar foi abrir a discussão e que todos digam o que lhe vai na alma, para ver ser se, a seguir, iniciamos um período diferente", afirmou.

Segundo Rui Rio, "quando as pessoas não falam abertamente, fica uma paz podre".

Isso foi o que eu pedi para não haver, paz podre no grupo parlamentar. Quem está mal diz que está mal, quem está bem diz que está bem, confrontam-se posições e, depois, se forem adultos, procurarem um caminho comum", afirmou.