O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, defendeu sexta-feira à noite, em Gaia, que 2014 será «um novo ano» para Portugal, garantindo que «o saldo primário orçamental do país será positivo».

«Hoje estamos a trabalhar com esperança no futuro porque os sinais que nos aparecem são inequívocos (...). Pela primeira vez, em 2014, o saldo primário orçamental será positivo. Pela primeira vez em muitos anos, o saldo da nossa balança de transações correntes e de capitais também será positivo», garantiu Marco António Costa.

O vice-presidente do PSD falava na tomada de posse da nova concelhia PSD de Gaia, onde afirmou que 2014 será «um ano novo» para Portugal.

«Desde 1993 que a nossa economia empobrecia relativamente ao exterior. Em 2012 inverteu, finalmente, essa realidade e em 2014 terá um momento de afirmação do seu saldo positivo. Acreditamos que 2014 será um ano novo na vida dos portugueses, desde logo porque terminará, mais concretamente a 17 de maio, uma das etapas mais difíceis da nossa história contemporânea que começou em 2011 com o resgate financeiro», afirmou Marco António Costa.

A este propósito, o social-democrata não deixou de atribuir ao Governo socialista de José Sócrates a responsabilidade pelo pedido de resgate financeiro face à União Europeia e defendeu que foi a partir de agosto de 2013, já com Pedro Passos Coelho a lidera o executivo, que se assistiu, em Portugal, ao aparecimento de «sinais encorajadores».

Marco António Costa destacou «o aumento das exportações» e os «sinais em crescendo da produção industrial do país», apontando o segundo trimestre do último ano como «importante», por, segundo defendeu, não ter «havido uma situação de recessão económica, mas sim crescimento económico em termos homólogos».

O vice-presidente do PSD enumerou, ainda, que nos últimos trimestres de 2013 outros dados ajudaram, «contra todos os negativistas», Portugal a «entrar no bom caminho», como a criação de 120 mil postos de trabalho e a descida da taxa de desemprego «pelo nono mês consecutivo».