Marco António Costa, vice-presidente do PSD, disse este domingo estar «ansioso» por conhecer as propostas alternativas de António José Seguro, que acusou de pretender apenas desfazer as reformas do governo e voltar à «bancarrota» de maio de 2011.

«Faz hoje oito dias que solicitei ao líder do PS que apresentasse em concreto e publicamente as propostas de reforma que diz ter para várias áreas da governação, os estudos que as sustentam e os objetivos numéricos que pretende atingir para reduzir a despesa do Estado. Passaram oito dias e mantém-se o silêncio absoluto», disse.

Marco António Costa, que falava à Lusa à margem do encerramento da «Universidade da Europa» promovida pelo PSD, acusou o Partido Socialista de ter «a atitude inaceitável de se colocar permanentemente do lado do problema» e não da solução.

«Sabemos que foi o PS que deu origem ao problema, porque sabemos o que nos trouxe a maio de 2011 e à situação de bancarrota que o país viveu. A realidade dos factos é que, desde maio de 2011, o PS coloca-se sempre como um obstáculo às soluções», criticou.

Para o dirigente do PSD, o PS o que pretende «e ainda agora o reafirmou sobre a reforma da Justiça», é «desfazer o que o governo tem feito e andar para trás» nas reformas.

«O projeto político que o PS até hoje apresentou é desfazer os três anos de reformas deste governo e regressar à banca rota de maio de 2011», acusou.

Já o PSD, o que pretende é «um país diferente, com esperança, que acredite que é possível haver um novo tempo e que o construa assente em bases sólidas no plano económico e social, com contas públicas saudáveis e uma organização financeira do Estado bem estruturada».

Esse projeto político, descreveu, passa no plano económico pela aposta que o governo está a fazer nos setores da economia clássica, como são a agricultura e a indústria, «com um plano de fomento da reindustrialização do país que o governo tem seguido».

Passa ainda «por olhar para uma nova economia que se afirma», aproveitando os instrumentos financeiros do novo quadro comunitário, designadamente «a economia do conhecimento, através de investigação aplicada com utilidade prática para as empresas», uma economia verde «que valorize o património natural do país e que seja geradora de empregos», e ainda pela economia social «que tem sido fundamental para o país e que poderá reforçar o seu papel».