O vice-presidente do PSD Marco António Costa reagiu, este domingo, às notícias de que está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, na sequência de uma participação de um ex-dirigente social-democrata. O também porta-voz do PSD transmitiu a "imediata disponibilidade" para esclarecimentos na investigação de que é alvo.

"Manifestei já à Procuradoria-Geral da República, no passado dia 11 de maio", mesmo antes de ser conhecida a existência de qualquer inquérito, "a imediata disponibilidade para prestar declarações no âmbito de qualquer processo em que seja visado", refere Marco António Costa, num comunicado enviado à imprensa.

O vice-presidente do PSD escreve que vê com "satisfação" que as autoridades atuem no sentido de obrigar o antigo dirigente distrital, Paulo Vieira da Silva, a concretizar as acusações, que começou por fazer nas redes sociais em abril, e que foram confirmadas em entrevista à TVI.
 
Vieira da Silva acusa o vice-presidente do partido de ter montado uma rede de tráfico de influências do PSD, com ligações a vários negócios.
 
Marco António Costa pede agora que seja analisado "com todo o rigor jurídico o texto em que se baseia a suposta 'denúncia', uma vez que em momento algum há qualquer acusação concreta de corrupção ou de tráfico de influências" ou de "qualquer crime", mas "apenas lamentáveis insinuações maldosas.”

"Aceito, como princípio, que quem participa ativamente na vida pública está sujeito, e deve sujeitar-se, ao maior escrutínio mesmo quando estejam em causa insinuações infundadas", salienta o vice-presidente do PSD, na nota.

"Não tenciono fazer qualquer comentário de natureza política, reservando para o meu advogado a resposta judicial à 'denúncia' apresentada", acrescenta Marco António Costa, dizendo que o seu foco político "é trabalhar para uma vitória da coligação servindo o PSD com a determinação de sempre".