O coordenador da comissão política do PSD, Marco António Costa, disse este domingo que Miguel Relvas, que encabeçará a lista da direção ao Conselho Nacional, «faz parte da história do partido» e poderá dar o seu contributo neste órgão para a vida e estratégia dos sociais-democratas.

Em declarações à comunicação social à entrada para o último dia do XXXV Congresso do PSD, Marco António foi também questionado sobre a possibilidade de Marcelo Rebelo de Sousa, que no sábado fez uma intervenção que arrebatou o Congresso, poder ser o candidato apoiado pelo partido a Belém: «Julgo que ele poderá ser tudo aquilo que quiser».

O coordenador da comissão política do PSD saudou a presença de quatro ex-líderes no partido, lembrando que tinha feito um apelo à sua presença no Congresso que assinala os 40 anos do PSD, e disse que tornaram este «um congresso vivo e de afetos».

Questionado se o regresso de Miguel Relvas - que se demitiu há um ano do Governo depois de várias polémicas - aos órgãos nacionais do partido está a causar polémica, Marco António preferiu destacar as qualidades do ex-ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares.

«O dr. Miguel Relvas foi um militante que esteve sempre empenhado no trabalho do partido, é um militante que tem a sua condição perante o partido plenamente regularizada, é um militante como todos os outros que também quer dar o seu contributo e aquilo que nós esperamos é que ele possa no Conselho Nacional contribuir com a sua opinião», disse.

Perante a insistência dos jornalistas, Marco António sublinhou que Relvas «contribuiu para o percurso que o partido fez nos últimos anos e também faz parte da nossa história», preferindo destacar o papel que os ex-líderes desempenharam neste Congresso.

«Julgo que assistimos a um momento inédito na história do nosso partido com a presença de tantos ex-líderes, uns a usarem da palavra outros não, mas acima de tudo a darem uma imagem ao país de que este partido não sendo de unanimismos é um partido coeso», realçou.

Sobre a possibilidade de Marcelo Rebelo de Sousa poder vir a ser o candidato presidencial do partido - depois de a moção do líder Pedro Passos Coelho ter traçado um perfil que o comentador político e ex-líder entendeu que o excluía - Marco António preferiu expressar a sua «grande admiração pessoal» por «uma figura incontornável"»

«É uma personalidade incontornável da nossa sociedade, julgo que ele poderá ser tudo aquilo que quiser. Os partidos não fazem escolhas, o que há são manifestação de vontade individual dos cidadãos», sublinhou.