O deputado do PSD Miguel Frasquilho considera que a emissão de dívida realizada hoje foi «um sucesso» e constitui mais um passo para Portugal sair do atual programa de resgate «da forma mais favorável possível».

Segundo o deputado e vice-presidente da bancada do PSD, é «um dado adquirido» que Portugal «não vai ter um segundo resgate» e, «a partir daí, uma saída favorável pode acontecer tanto com um programa cautelar, que é uma rede de proteção europeia, como com uma saída limpa».

Em declarações à agência Lusa, Miguel Frasquilho afirmou que Portugal «ficou com as necessidades de financiamento para a este ano quase totalmente cobertas» com a emissão de 3 mil milhões de euros de dívida pública a dez anos realizada hoje, em que «a procura superou três vezes a oferta» e a taxa de juro «andará à volta de 5,1%».

O social-democrata referiu que «80 a 90% da dívida será colocada em investidores estrangeiros, mostrando o interesse dos investidores internacionais nesta operação».

«Foi dado mais um passo para que Portugal possa terminar este programa de ajustamento da forma mais favorável possível, como todos ambicionamos», acrescentou.

Questionado sobre «a forma mais favorável» de Portugal sair do atual programa de resgate, o economista e antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças respondeu que «é muito cedo» para se optar entre um «programa cautelar» e uma «saída limpa», como fez a Irlanda.

Ambos têm «vantagens e desvantagens» e «quer um quer outro configuram uma saída favorável do ajustamento», defendeu Miguel Frasquilho.

O deputado do PSD e quadro do Banco Espírito Santo (BES) acentuou a ideia de que «um segundo resgate» é um cenário afastado: «Isso aproxima-nos da Irlanda e distancia-nos da Grécia».