O cabeça de lista do PSD às eleições regionais de 29 de março, Miguel Albuquerque, disse este domingo, no concelho de Machico, que está a lutar para obter uma maioria absoluta, considerando-a «essencial para o futuro da Madeira».

«Nós temos exigências, no futuro, que vão obrigar a que o governo [regional] tenha estabilidade no quadro parlamentar e, por isso, precisamos, de facto, de uma maioria», realçou Miguel Albuquerque, na freguesia de Água de Pena, concelho de Machico, onde participou num almoço com dezenas de militantes e simpatizantes.


O candidato social-democrata sublinhou ser «essencial» e «decisivo» para o futuro da região autónoma que o partido obtenha uma «maioria confortável» no parlamento madeirense, realçando, logo a seguir, que «nós estamos a lutar, neste momento, para a maioria absoluta».

A candidatura do PSD escolheu no arranque oficial da campanha eleitoral um concelho onde a câmara municipal é liderada pelo Partido Socialista, tendo percorrido durante a manhã as freguesia de Porto da Cruz, Caniçal e Machico, parando depois em Água de Pena para o almoço.

«As pessoas sabem distinguir muito bem entre a votação autárquica, a votação para as nacionais e a votação para as regionais», disse Miguel Albuquerque, realçando estar convencido de que a população da Madeira e Porto Santo é «lúcida, vota consoante a sua vontade e sabe muito bem distinguir as coisas».

No Porto da Cruz, o candidato prometeu, caso seja eleito presidente do governo regional, resolver «o mais rapidamente possível» o problema do acesso ao centro da vila. A estrada encontra-se interdita ao trânsito desde 2013, na sequência de um temporal, obrigando os automobilistas a usarem um desvio.

No Caniçal, a candidatura de Miguel Albuquerque contactou os pescadores, tendo considerado um «imperativo do nosso futuro governo» o arranjo do porto de pesca. Por outro lado, na cidade de Machico a promessa foi no sentido de a potenciar como «um destino aberto ao turismo».

O PSD é uma das onze forças políticas (oito partidos e três coligações) que concorrem as eleições regionais antecipadas de 29 de março da Madeira. O ato eleitoral acontece na sequência do pedido de exoneração apresentado pelo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, depois de ter sido substituído na liderança do partido maioritário (PSD) precisamente por Miguel Albuquerque.

Já o porta-voz do PSD, Marco António Costa, disse hoje, na Maia, acreditar que «o sentimento de unidade» que se vive no PSD-Madeira é «uma base sólida para acreditar numa nova maioria absoluta» nas eleições regionais do dia 29 de março.

«Miguel Albuquerque trouxe ao PSD e à Madeira um novo projeto político, com mudança, mas com respeito pelo passado e também numa atitude de coesão. Tive oportunidade de assistir ao congresso do PSD Madeira e quero-vos dizer que saí impressionado com a forma cordial, amiga e, acima de tudo, unida como o partido se apresentou nesse congresso. Foi verdadeiramente esmagador esse sentimento de unidade», afirmou.


Marco António Costa falava aos jornalistas à margem do programa de formação política da JSD «Formar +», que hoje se realizou na Maia.

«Eu julgo que isso [sentimento de unidade] é uma base muito sólida para termos a real expectativa de que possamos vir a ter uma nova maioria na Madeira», frisou.

Para o vice-presidente coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, «o partido não só se renovou como soube respeitar historicamente todas as fases do seu passado e apresenta-se hoje com um projeto novo».

«Miguel Albuquerque é um gestor experiente, uma pessoa que tem uma vida pública que fala por si, é um homem ambicioso, mas, acima de tudo, é um trabalhador incansável. Temos muita confiança que, no dia 29, não só tenhamos uma vitória, mas uma vitória muito expressiva e, como desejamos, uma maioria absoluta», acrescentou.

Começou hoje, oficialmente, a campanha eleitoral na Madeira, para as eleições legislativas regionais de 29 de março, às quais concorrem onze forças políticas que, até dia 27, tentarão convencer os 256.239 eleitores inscritos no arquipélago.

Este ato eleitoral regista um recorde de candidaturas, mais duas que no último sufrágio deste tipo na região, que se realizou em 2011, no qual, dos nove concorrentes (PSD, PS, CDS, CDU, BE, MPT, PND, PTP, PAN), apenas os bloquistas ficaram de fora do parlamento madeirense.