O PSD respondeu hoje ao PS afirmando que o Governo espera dados da Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais sobre "perdões" atribuídos e que o dinheiro entretanto injetado no BPN vai para a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

«O primeiro-ministro deu nota que o Governo iria divulgar esses elementos, pelo que, naturalmente, terá que aguardar que a Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais os disponibilize», lê-se no texto, relativamente às receitas fiscais resultantes de acordos com cidadãos e entidades devedoras.

Os sociais-democratas esclareceram ainda que, «no que concerne ao BPN e aos 510 milhões de euros, o PS bem sabe que este dinheiro se destina a reembolsar a CGD do dinheiro que esta disponibilizou ao BPN, após a nacionalização deliberada pelo anterior Governo, em 2 de novembro de 2008».

«Mais uma vez o PS critica o atual Governo por pagar as dívidas que o Governo socialista contraiu», lê-se ainda no comunicado segundo o qual «o PSD aguarda que o PS se disponibilize a concretizar as propostas de reformas que afirma ter e que diz serem de grande utilidade para baixar a despesa pública».

Através do dirigente António Galamba, os socialistas insistiram hoje naqueles esclarecimentos, em conferência de imprensa, por considerarem que o executivo de Passos Coelho e Paulo Portas e a maioria «continuam sem esclarecer qual o montante do perdão fiscal realizado em 2013, que permitiu um encaixe de 1277 milhões de euros e que transformou este Governo no recordista de receitas extraordinárias».

Os socilistas pediram ainda esclarecimentos sobre o motivo da «injeção de 510 milhões de euros nas empresas que gerem os ativos tóxicos do Banco Português de Negócios (BPN), quando este foi vendido por 40 milhões de euros».