A coligação PSD/CDS propõe-se a fazer algumas cedências, para chegar a acordo com o PS. O documento entregue no Largo do Rato, e ao qual a TSF teve acesso, comporta 23 propostas adotadas do programa do PS, 20 citações exatas e outras três propostas que são "matérias abordadas no programa eleitoral do PS".

Entre as cedências que a coligação está disposta a fazer, encontram-se o aceleramento a remoção da sobretaxa do IRS, a atualização o salário mínimo nacional, a queda do plafonamento das pensões, o aumento o abono de família, e a reposição do valor de referência do complemento solidário do idoso.

As propostas vão ainda ao encontro do programa eleitoral do PS noutros pontos, como o procedimento conciliatório para os despedimentos, o reforço das fontes de financiamento da segurança social, nomeadamente, alargando aos lucros das empresas a base de incidência da contribuição dos trabalhadores para a segurança social.

O documento fala ainda no compromisso de discutir o “restabelecimento do Ministério da Cultura” e a adoção de medidas socialistas na área da Ciência e da Inovação.

Está ainda escrito que a Coligação está aberta a "discutir a inclusão no Acordo de Princípios de quaisquer outras matérias que o Partido Socialista considere indispensáveis à criação de um clima de confiança que cimente a estabilidade que se deseja proporcionar neste novo ciclo político da vida nacional."

PSD e CDS afirmam que o que se pretende é um acordo de princípio que permita a não rejeição do programa de governo e também a viabilização do próximo Orçamento do Estado.

Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e António Costa vão reunir-se, esta terça-feira, às 18:00.