O secretário-geral do PSD, Feliciano Barreiras Duarte, reitera tarvés de comunicado que “nada fez de errado” e que irá “esperar serenamente” os resultados do inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República ao caso do seu currículo.

Nada fiz de errado no chamado processo de Berkeley; todos os movimentos e ações relacionados com esse caso estão devidamente documentados e são inequívocos quanto à minha inocência; fui convidado para ‘visiting scholar’ (estatuto que não confere qualquer grau académico) e não me fiz convidado; não tirei qualquer proveito da Universidade de Berkely – nem financeiro, nem académico, nem profissional, nem político”, lê-se num comunicado divulgado por uma agência de comunicação em nome de Feliciano Barreiras Duarte, a que a TVI24 teve acesso.

No passado fim de semana, veio a lume através do semanário Sol que Feliciano Barreiras Duarte teve de retificar o seu currículo académico para retirar o item que o indicava como professor convidado (visiting scholar) na Universidade de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos.

Em consequência, a Procuradoria-Gerald a República decidiu abrir um inquérito ao caso. Poderão estar em causa crimes de falsificação de documentos, usurpação de títulos e até usurpação de funções, caso tenha exercido funções para as quais não tinha competências.

A Procuradoria-Geral da República anunciou hoje um inquérito aos factos relacionados com o meu currículo, o que vai ao encontro dos meus mais profundos desejos de ver esta situação cabal e completamente esclarecida", é a posição expressa por Barreiras Duarte, já após a abertura da inquérito.

"Campanha ignominiosa"

Sobre o caso do seu currículo e a inclusão de uma referência à universidade norte-americana de Berkeley, Barreiras Duarte diz que, "não obstante ter dado sempre todos os esclarecimentos que me pediram, desmentindo o que eu naturalmente sabia ser falso, sido alvo de uma campanha ignominiosa, que me afecta e à minha família de forma tão grave quanto só as pessoas de bem podem avaliar, mas que, em última análise, tem o objectivo principal de atacar a direcção do PSD e em particular o seu líder, Rui Rio".

O secretário-geral do PSD diz ir "esperar, serenamente e em silêncio absoluto" "pelos resultados do inquérito da PGR", embora se assuma "magoado".

Sou filho, irmão, marido e Pai, e todos os meus, incluindo os amigos, sofreram comigo", salienta Barreiras Duarte.

O scretário-geral aproveita ainda para agradecer a Rui Rio o apoio e ameaça agir judicialmente após a conclusão do inquérito.

Depois de tudo esclarecido, o que inevitavelmente vai suceder, reservo-me o direito de usar todos os meios legais ao meu alcance para recuperar a minha reputação e ser ressarcido das perdas e danos morais que me causaram e à minha família", refere.