O PSD/Açores considerou que o resultado da remodelação do Governo Regional socialista, anunciada no domingo, é um executivo «maior e com os mesmos problemas», não adivinhando mudanças em políticas que não resolvem os problemas da região.

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, anunciou no domingo uma remodelação no seu executivo que inclui a criação das Secretarias do Mar e dos Assuntos Parlamentares e a mudança dos titulares das pastas da Solidariedade Social e da Educação.

Para a direção do PSD/Açores, o resultado desta remodelação é um «Governo maior com os mesmos problemas», não indiciando «muito pelo contrário, qualquer alteração substancial nas políticas que têm vindo a ser seguidas e que não estão a resolver os problemas dos Açores».

«As alterações comunicadas envergonhadamente este domingo significam, desde logo, mais um compromisso não cumprido pelo Partido Socialista, que antes das eleições prometia um executivo pequeno e agora aumenta o número secretarias para assegurar a manutenção dos equilíbrios internos do partido», considera a Comissão Política Regional do PSD/Açores, num comunicado.

Mas para a direção do PSD/Açores, estas mudanças são também «a confissão pública de que as políticas de solidariedade social não estão a gerar resultados e que a inatividade do executivo socialista nos últimos meses teve como resultado a maior crise social da autonomia».

«Nos últimos tempos, o Partido Socialista tem manifestado público orgulho das suas políticas de solidariedade e admitido dificuldades na economia. Estranhamente, esta remodelação aparentemente remodela o que o Partido Socialista diz que está bem e mantém inalteradas as áreas onde se registam dificuldades», refere o PSD/Açores.

Para os social-democratas «esta singularidade» faz também «subentender que o presidente do Governo [dos Açores] pode alterar o executivo exceto nas áreas relacionadas com as finanças e a economia».

O PSD sublinha que o essencial é que, «acima de tudo», o executivo regional, «qualquer que seja a sua composição, corrija o seu rumo» e «pague as dívidas às empresas, que se esforce numa melhor execução da Agenda para o Emprego e que se deixe de desculpas e de ataques despropositados às oposições».