A vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho congratulou-se esta sexta-feira pela «reversão extraordinária das condições dificílimas» que Portugal atravessou, dizendo que o país já é apelidado como «herói surpresa».

«Este é um momento histórico para Portugal, é o momento em que conseguimos uma reversão extraordinária das circunstâncias dificílimas em que estávamos há três anos atrás», afirmou Teresa Leal Coelho, em declarações aos jornalistas no parlamento, minutos depois do final da conferência de imprensa em que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, anunciaram a conclusão por Portugal da 12.ª e última avaliação da troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

Considerando «absolutamente intolerável» que a oposição não reconheça o «resultado extraordinário» alcançado através de «sacrifícios tremendos», a vice-presidente social-democrata disse que Portugal já é hoje apelidada como «herói surpresa».

Teresa Leal Coelho recusou ainda a acusação dos socialistas de que o Governo de maioria PSD/CDS-PP tem uma «agenda escondida», assegurando que a única agenda do executivo é «garantir uma saída dentro de poucas semanas do memorando de entendimento, garantir condições de sustentabilidade, não permitir que o país volte a circunstâncias de falta de rigor orçamental, de irresponsabilidade orçamental.

«O Governo não tem nenhuma agenda escondida, a agenda do Governo é recuperar Portugal», insistiu.

Já o vice-presidente do CDS-PP Nuno Magalhães congratulou-se pela conclusão da 12.ª e última avaliação porque abre caminho para que o país se possa «finalmente» ver «livre» da troika.

«Está aberto o caminho para nos vermos finalmente livres da troika, com apenas e só um programa, um empréstimo e um resgate, ao contrário do que muitos vaticinaram, para não dizer ao contrário do que muitos até desejavam», afirmou Nuno Magalhães, em declarações aos jornalistas no parlamento, depois do final da conferência de imprensa em que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, anunciaram a conclusão por Portugal da 12.ª e última avaliação da troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

Insistindo que a conclusão da última avaliação abre caminho para se terminar o ciclo de «dependência económica e financeira» e o «protetorado» em que o país viveu nos últimos três anos, Nuno Magalhães enfatizou que já no próximo ano vai haver uma recuperação do nível de poder de compra dos funcionários públicos e dos pensionistas.

Questionado sobre qual deverá ser a decisão sobre a saída do programa, Nuno Magalhães reiterou que para o CDS «qualquer saída que não passe por um segundo resgate será sempre uma saída limpa».