Por: tvi24 / PP | 20- 2- 2010 19: 58
O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel disse este sábado, em Coimbra, discordar do alargamento do ensino obrigatório
ao 12º ano, e que o seu partido deve lutar pela aposta no ensino pré-escolar, escreve a Lusa.
«É muito mais importante
o pré-escolar como princípio da formação. Como princípio das bases, esse é que devia ser obrigatório, mas é mais caro, porque
a rede pré-escolar não está ainda ao alcance de todos», afirmou, num encontro com militantes sociais democratas, onde se incluíam
muitos ligados ao ensino.
Na sua ótica, «a primeira grande luta que o PSD deve ter é pelo menos para o primeiro ano
pré-escolar, dos cinco aos seis anos, passar a ser obrigatório».
«Precisamos de trazer as crianças com alguma preparação,
com alguma propedêutica, para o ensino básico. Tenho a certeza absoluta que num sistema em que tenhamos dois ou três anos
no pré-escolar vamos ter mais alunos a completar o 12.º ano», do que num sistema como o actual, declarou.
Durante
a sua intervenção, Paulo Rangel criticou também «o facilitismo» com que os estudantes transitam de ano, preconizando uma
«avaliação rigorosa, em que de facto se exige trabalho aos alunos».
«O problema da escola em Portugal é o problema
da exigência, do rigor. Neste momento, na generalidade dos casos, os alunos saem sem uma formação verdadeiramente efetiva.
Saem com uma formação "light", com uma formação "soft", sem ferramentas de trabalho, porque na escola a preocupação é o facilitismo,
a estatística, para subir nos "rankings" internacionais», acrescentou.
Na sua opinião, trata-se de «um erro trágico
para as gerações futuras e para Portugal».
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